COISAS DE BOTECO
Cidadão fim de semana , quando chega no boteco,
Alegres visuais bacana, sedentos por uma cana,
jamel ou teleco-teco , mas só cana não mata a sede,
precisa de mais um teco , um licorzinho de cereja,
em seguida uma cerveja , com petisco de marreco,
espera chegar a Roneide , com o seu vestido verde,
pois á tinha conhecido e queria fazer um xaveco.
Xaveca como podia , já estava falando inglês,
com mais uma cana então , fala russo e japonês,
depois de vodka e bacardi , que é doutor ele dizia,
até operações ele fazia , chama o botequeiro de patrão,
embriagado, fala da agonia , a razão do seu lamento,
diz muita angustia já vivi , e fala do casamento,
no bar perdi minha paixão , o porque do sofrimento.
Tenho que ir embora, mas tenho que falar.
Sobre tudo que já bebi, dos tombos que já caí, andando de bar em bar.
Tomei pinga com amora, licorzinho de cereja , todo tipo de cerveja
Maráfo de Pirapora, 21-51-Pirassununga, e oncinha vagabunda,
Trevisãm, lagarto, e pitu , cachoeirinha e golaço , aguardente do embu.
Conhaque dreyer e presidente , domec , macieira e gengibre , vodkas,
Vinhos , wiskies , e tequila do Caribe.
Preciso ir embora, as pernas não me agüentam, com tristeza a gente chora, pois está chegando á hora de enfrentar a minha sina.
Tropeço e caio ali fora, depois caio lá na esquina, chego em casa tendo um treco.
No domingo só me resta , me curar da enxaqueca, trabalhar a outra semana pra voltar para o boteco.
Paulo .Zacarias Figueiredo (AUTOR)