À noite dos namorados.
Em meio á juras de amor,
Os namorados vão pela rua.
Olhos fixos nos olhos,
Fazem promessas à lua.
Tentando serem francos,
Ele tira flocos da lua.
Já com o sangue fervente,
Pubilmente já sua.
Ambos de olhar solente,
Fazem juras à lua.
Desmanchando-se em água,
Saltita a carne crua.
De gotículas quentes se lava,
Sob os olhares da lua.
A lua se vira pro lado,
Respeitando o momento,
Dos noviços namorados,
Tremulantes e sedentos,
Em um só corpo pala rua.
Só a noite testemunha,
Sob os olhares da lua.
É um quadro magnífico,
Os hormônios tumultuam.
Até os astros testemunham,
A chegada do espasmo.
Até mesmo a própria lua,
Esboçando um orgasmo,
Contorcendo se avultua
Paulo Figueiredo
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