segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Saudade.

Saudade.
Sinto saudade e não sei
Ficar um dia sem ela.
É um sufoco que atrela
Meu pensamento às minhas noites.
Lembrando do bem que perdi
Que os vejo em vultos diurnos.
Também nos meus sonhos noturnos
Ainda que isto me açoite.
Esta saudade maltrata
Muito o meu pensamento
Incita-me a lembrar-me atento
Ao que ficou no passado.
Dos bens de grande importância
Dos quais por medo abri mão
Vivo há anos sem chão
E hoje estou derrotado.
Sempre luto pra vencer
Mas este vazio me entristece.
As lembranças enfraquecem
E esta tortura não passa.
Mas eu sempre fui lutador
Se for preciso volto a lutar
Juro que venço este amor
Ou no tatame ou na raça!
Paulo Figueiredo.
(Autor)

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