quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vitória régia.


VITÓRIA RÉGIA

Um sábado me lembro ela deitada,
na vitória régia inocente,
tímida só vestia uma blusinha preta,
os pés descalços no tapete rente.

        Entreaberta a janela a chuva lá fora,
        Ela usava perfume de menina.
        Olhar dócil, lábios rosados,
        áurea pura encantadora e divina.

        Observando cada detalhe
        do seu corpo, o andar, falar,
        vendo o rubor do seu rosto,
        queria sua  boca beijar.

        Era um quadro celeste á cada afago,
        com a brisa entrando pela janela,
        quando ela suspirava , eu a beijava,
        Quando ia beijar-me, fugia dela.

        Podia se dizer daquele momento,
são crianças brincando com  desvelo,
o mesmo vento que agitava a cortina,
fazia agitar os seus cabelos.

        Eu personagem desta cena envolvente,
        Nesta manhã lânguida e sentida,
        menina és a princesa da vitória régia,
        Princesa! És à flor da minha vida.
                  PAULO Z.FIGUEIREDO
                            AUTOR

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