VITÓRIA RÉGIA
Um sábado me lembro ela deitada,
na vitória régia inocente,
tímida só vestia uma blusinha preta,
os pés descalços no tapete rente.
Entreaberta a janela a chuva lá fora,
Ela usava perfume de menina.
Olhar dócil, lábios rosados,
áurea pura encantadora e divina.
Observando cada detalhe
do seu corpo, o andar, falar,
vendo o rubor do seu rosto,
queria sua boca beijar.
Era um quadro celeste á cada afago,
com a brisa entrando pela janela,
quando ela suspirava , eu a beijava,
Quando ia beijar-me, fugia dela.
Podia se dizer daquele momento,
são crianças brincando com desvelo,
o mesmo vento que agitava a cortina,
fazia agitar os seus cabelos.
Eu personagem desta cena envolvente,
Nesta manhã lânguida e sentida,
menina és a princesa da vitória régia,
Princesa! És à flor da minha vida.
PAULO Z.FIGUEIREDO
AUTOR
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