Só por telefone não dá.
Vivo uma vida malvada,
Triste difícil tão má.
A saudade machuca consome,
O desejo quer me matar.
Judia maltrata este homem,
Só amar por telefone,
Confesso deste jeito não dá.
Por telefone não tem carinho,
Não vejo você suspirar.
Por telefone não tem abraço,
Não sinto o teu respirar.
Por telefone não tem jeito,
Não posso apertá-la ao meu peito,
Deixando o tempo passar.
Por telefone eu não posso,
De manhã cedo encontrá-la.
Nem apertar suas mãos frias,
E em seguida abraçá-la.
E assim todos os dias,
Cheio de júbilo e alegria,
Ir à praça buscá-la.
Eu fiz muita tentativa,
Ajude-me por favor.
Eu preciso dar um jeito,
De acalmar a minha dor.
Descobri que por telefone,
Não tem jeito de beijar,
Nem da para fazer amor.
PAULO Z FIGUEIREDO
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