domingo, 31 de outubro de 2010

Magia do amor.

Magia do amor.
Você me espera assim nua
Tão tímida quando a vejo,
Mas ansiosa por um beijo,
Nesta noite de magia.
Mãos por sobre o colo
Tremula e com receio,
Cabelos sobre os seios,
Mas com tênue alegria.
Olhando-me cabisbaixa
De joelhos semi-abertos,
Mas quando chego perto
Abraça-me já ofegante.
Corpo molhado de suor
Declarando-me seu amor,
Num delírio de amante.
Prossegue noite adentro
Este encontro de paixão,
De incontida emoção
Que é impossível relatar.
De manhã ela foi embora!
Estou vivendo até agora,
Esperando ela voltar.
Paulo Figueiredo.
      Autor 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Saudade.

Saudade.
Sinto saudade e não sei
Ficar um dia sem ela.
É um sufoco que atrela
Meu pensamento às minhas noites.
Lembrando do bem que perdi
Que os vejo em vultos diurnos.
Também nos meus sonhos noturnos
Ainda que isto me açoite.
Esta saudade maltrata
Muito o meu pensamento
Incita-me a lembrar-me atento
Ao que ficou no passado.
Dos bens de grande importância
Dos quais por medo abri mão
Vivo há anos sem chão
E hoje estou derrotado.
Sempre luto pra vencer
Mas este vazio me entristece.
As lembranças enfraquecem
E esta tortura não passa.
Mas eu sempre fui lutador
Se for preciso volto a lutar
Juro que venço este amor
Ou no tatame ou na raça!
Paulo Figueiredo.
(Autor)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Só por telefone não dá.

Só por telefone não dá.
Vivo uma vida malvada,
Triste difícil tão má.
A saudade machuca consome,
O desejo quer me matar.
Judia maltrata este homem,
Só amar por telefone,
Confesso deste jeito não dá.
Por telefone não tem carinho,
Não vejo você suspirar.
Por telefone não tem abraço,
Não sinto o teu respirar.
Por telefone não tem jeito,
Não posso apertá-la ao meu peito,
Deixando o tempo passar.
Por telefone eu não posso,
De manhã cedo encontrá-la.
Nem apertar suas mãos frias,
E em seguida abraçá-la.
E assim todos os dias,
Cheio de júbilo e alegria,
Ir à praça buscá-la.
Eu fiz muita tentativa,
Ajude-me por favor.
Eu preciso dar um jeito,
De acalmar a minha dor.
Descobri que por telefone,
Não tem jeito de beijar,
Nem da para fazer amor.
         PAULO Z FIGUEIREDO
                         Autor