quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gripe suína.

Gripe suína.
Parece que foi lá no méxico
Onde o porco rumina,
Quando um deles espirrou
Numa hora matutina,
O cachaço não teve bom senso,
Deixou de usar um lenço,
Começando a gripe suína.
E deste espirro porcalhão
O vírus foi cumprir sua sina.
Pegou o seu primeiro babaca,
Já na virada da esquina.
Que colocando a mão na meleca,
A coisa levou a breca,
Contraiu a gripe suína.
E foi então de beijo em beijo,
E de agarramento na esquina.
E também daquilo naquilo,
Sem a menor disciplina.
E sem falar dos apertos de mão,
Sem prestar a menor atenção,
Que propagou a gripe suína.
Pra não se contaminar, tem que ser gente fina,
Usar álcool em gel, e nas mãos fazer faxina.
Lavar com água e sabão, faz parte da educação,
E assim não pega a gripe suína.
Começa com tosse seca, não sara com aspirina,
Não adianta melhoral, nem tomar vitamina,
Nem o chá da vovó, dipirona ou novalgina.
Pra acabar com esse rebú, é só mesmo o Tamiflú,
Pra despachar a gripe suína.

Autor Paulo Zacarias Figueiredo.

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