Poemas & poesias
sábado, 29 de janeiro de 2011
Erupção do amor. Erupção de amor. Tu és um Vesúvio ativo Aqui dentro do peito, Desde que me deito Até o meu levantar. Derramando saudades, Dor e infelicidade Neste meu caminhar. Nesta sua atividade É amor que derramas Neste homem que ama, Só lembrando o passado. Cinza de ternura levanta Só amargura suplanta, Neste seu apaixonado. Eu te faço um pedido Majestade da montanha, Olha a minha dor tamanha! Quando fores enfurecer. Ao derramar sua lava candente Cubra todo meu corpo doente Pra que eu possa morrer. Só assim não sentirei mais dor, Então feliz eu terei morrido Por uma erupção de amor. Paulo Figueiredo. Autor.
domingo, 31 de outubro de 2010
Magia do amor.
Magia do amor.
Você me espera assim nua
Tão tímida quando a vejo,
Mas ansiosa por um beijo,
Nesta noite de magia.
Mãos por sobre o colo
Tremula e com receio,
Cabelos sobre os seios,
Mas com tênue alegria.
Olhando-me cabisbaixa
De joelhos semi-abertos,
Mas quando chego perto
Abraça-me já ofegante.
Corpo molhado de suor
Declarando-me seu amor,
Num delírio de amante.
Prossegue noite adentro
Este encontro de paixão,
De incontida emoção
Que é impossível relatar.
De manhã ela foi embora!
Estou vivendo até agora,
Esperando ela voltar.
Paulo Figueiredo.
Autor
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Saudade.
Saudade.
Sinto saudade e não sei
Ficar um dia sem ela.
É um sufoco que atrela
Meu pensamento às minhas noites.
Lembrando do bem que perdi
Que os vejo em vultos diurnos.
Também nos meus sonhos noturnos
Ainda que isto me açoite.
Esta saudade maltrata
Muito o meu pensamento
Incita-me a lembrar-me atento
Ao que ficou no passado.
Dos bens de grande importância
Dos quais por medo abri mão
Vivo há anos sem chão
E hoje estou derrotado.
Sempre luto pra vencer
Mas este vazio me entristece.
As lembranças enfraquecem
E esta tortura não passa.
Mas eu sempre fui lutador
Se for preciso volto a lutar
Juro que venço este amor
Ou no tatame ou na raça!
Paulo Figueiredo.
(Autor)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Só por telefone não dá.
Só por telefone não dá.
Vivo uma vida malvada,
Triste difícil tão má.
A saudade machuca consome,
O desejo quer me matar.
Judia maltrata este homem,
Só amar por telefone,
Confesso deste jeito não dá.
Por telefone não tem carinho,
Não vejo você suspirar.
Por telefone não tem abraço,
Não sinto o teu respirar.
Por telefone não tem jeito,
Não posso apertá-la ao meu peito,
Deixando o tempo passar.
Por telefone eu não posso,
De manhã cedo encontrá-la.
Nem apertar suas mãos frias,
E em seguida abraçá-la.
E assim todos os dias,
Cheio de júbilo e alegria,
Ir à praça buscá-la.
Eu fiz muita tentativa,
Ajude-me por favor.
Eu preciso dar um jeito,
De acalmar a minha dor.
Descobri que por telefone,
Não tem jeito de beijar,
Nem da para fazer amor.
PAULO Z FIGUEIREDO
Autor
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vitória régia.
VITÓRIA RÉGIA
Um sábado me lembro ela deitada,
na vitória régia inocente,
tímida só vestia uma blusinha preta,
os pés descalços no tapete rente.
Entreaberta a janela a chuva lá fora,
Ela usava perfume de menina.
Olhar dócil, lábios rosados,
áurea pura encantadora e divina.
Observando cada detalhe
do seu corpo, o andar, falar,
vendo o rubor do seu rosto,
queria sua boca beijar.
Era um quadro celeste á cada afago,
com a brisa entrando pela janela,
quando ela suspirava , eu a beijava,
Quando ia beijar-me, fugia dela.
Podia se dizer daquele momento,
são crianças brincando com desvelo,
o mesmo vento que agitava a cortina,
fazia agitar os seus cabelos.
Eu personagem desta cena envolvente,
Nesta manhã lânguida e sentida,
menina és a princesa da vitória régia,
Princesa! És à flor da minha vida.
PAULO Z.FIGUEIREDO
AUTOR
Gripe suína.
Gripe suína.
Parece que foi lá no méxico
Onde o porco rumina,
Quando um deles espirrou
Numa hora matutina,
O cachaço não teve bom senso,
Deixou de usar um lenço,
Começando a gripe suína.
E deste espirro porcalhão
O vírus foi cumprir sua sina.
Pegou o seu primeiro babaca,
Já na virada da esquina.
Que colocando a mão na meleca,
A coisa levou a breca,
Contraiu a gripe suína.
E foi então de beijo em beijo,
E de agarramento na esquina.
E também daquilo naquilo,
Sem a menor disciplina.
E sem falar dos apertos de mão,
Sem prestar a menor atenção,
Que propagou a gripe suína.
Pra não se contaminar, tem que ser gente fina,
Usar álcool em gel, e nas mãos fazer faxina.
Lavar com água e sabão, faz parte da educação,
E assim não pega a gripe suína.
Começa com tosse seca, não sara com aspirina,
Não adianta melhoral, nem tomar vitamina,
Nem o chá da vovó, dipirona ou novalgina.
Pra acabar com esse rebú, é só mesmo o Tamiflú,
Pra despachar a gripe suína.
Autor Paulo Zacarias Figueiredo.
Desassossego.
Desassossego.
A chuva caindo lá fora.
E eu aqui dentro a pensar,
A saudade me devora,
Eu me pego a preocupar.
Nesta fria noite escura,
Meu pensamento á procura,
Não sei onde você está.
Ouvindo a chuva que cai
Nesta fria noite escura.
Envolvido em meus ais,
Suportando as agruras
Então fico a lamentar.
Açoitado por torturas,
Nesta fria noite escura,
Não sei onde você está.
E a chuva que insiste,
Eu não consigo entender.
Se pergunto ela resiste,
E não quer me responder
Porque sofro por amar.
Pois nesta fria noite escura,
Minha vida te procura
Não sei onde você está.
Autor. Paulo Z. Figueiredo (29/01/2010)
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